A caneta e o poeta

Atualizado: 3 de Set de 2020

A caneta vida própria ganha

E escreve apenas o que quer escrever.

Quando o poeta a empunha,

Marca o papel com sua marca

- dele e da caneta -

E, de sua dupla personalidade

Deixa o rastro o poeta

Deixa o risco a caneta.


Transformam a palavra vazia

Em algo repleto de sentido,

E o signo abstrato começa a comunicar

Quando a caneta dá-lhe forma

E o sentimento do poeta a faz palpável.

Este casamento entre caneta e poeta

Invade, ao avesso, e reconstrói das ruínas

Todo o reino dos sentidos.


Recife, 13 de janeiro de 2010



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