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A caneta e o poeta

Atualizado: 2 de set. de 2020

A caneta vida própria ganha

E escreve apenas o que quer escrever.

Quando o poeta a empunha,

Marca o papel com sua marca

- dele e da caneta -

E, de sua dupla personalidade

Deixa o rastro o poeta

Deixa o risco a caneta.


Transformam a palavra vazia

Em algo repleto de sentido,

E o signo abstrato começa a comunicar

Quando a caneta dá-lhe forma

E o sentimento do poeta a faz palpável.

Este casamento entre caneta e poeta

Invade, ao avesso, e reconstrói das ruínas

Todo o reino dos sentidos.


Recife, 13 de janeiro de 2010


ree

 
 
 

3 comentários


Pablo Gomes
Pablo Gomes
23 de out. de 2020

Obrigado, pessoal!

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Pablo Vieira Neves
Pablo Vieira Neves
11 de set. de 2020

Gostei especialmente da parte "Invade, ao avesso, e reconstrói das ruínas". É uma dessas analogias que a gente nunca para pra pensar, mas depois que lê, pensamos "Cara, por que eu nunca pensei nisso?" Parabéns!

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Os Rabiscos da Geadas
Os Rabiscos da Geadas
08 de ago. de 2020

Lindo


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