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O amor é um cão dos diabos

Atualizado: 1 de jun. de 2021

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor.


Luís de Camões

O amor é um sentimento que te prende e torna escravo. Sim, você se torna escravo(a) sem perceber. Perde o controle, porque já não é só você no controle. Há outra pessoa. Sua mente muda, seu corpo, sua vida, mesmo que você perceba ou não. Você se torna parte do outro, o outro se torna parte de você. Você não sai desse espaço que envolve uma força invisível e quando quer sair, não consegue, porque está mais ligado a outra pessoa do que esperava, a outra pessoa já está ligada a você mais do que esperava. Então você fica, você permanece e com o tempo você passa a gostar de sofrer, porque o sofrimento parte da pessoa que você ama. Você sofre, mas sabendo que não vai sempre sofrer, que vai ter momentos de prazer, de felicidade, bons momentos. Porque a vida é assim, oscilante. Isso se torna viciante e de um certo ângulo, doentio. No amor, você ama, você sofre, você vive, você sorri, chora, você fica feliz, você não sai dele. Não tem sentido sair e quando isso acontece, não adianta negar, já não é mais paixão, a paixão adentrou em outro estado, num estado permanente, que fere e cura e não há melhor remédio do que a cura vinda pelas mãos de quem te feriu. Isso é amor, em seu sentido verdadeiro. O amor é um aglomerado de sensações físicas e mentais, que de um certo grau, podem te levar ao vício.


"O amor é um cão dos diabos..."

- Charles Bukowski

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