O país respira por aparelhos


Foto de Olga Kononenko (Unsplash)

O país respira por aparelhos!

Estamos em meio de um ataque cárdico da nossa liberdade! Nossas principais veias estão em estado de fechamento pelo ódio, nossos pulmões danificados por essas cortinas de fumaças que nos forçaram a cair nessa UTI.

Devemos resistir! Persistir! Lutar pra não acabar com a chegada do nosso último suspiro!

Meus camaradas, abram os olhos! Saiam desse estado de coma, levantem dessa maca que cruelmente fomos amarrados! Não por nós, mas pela próxima geração que virá! Por nossos filhos, nossos netos que ainda vão chegar! Não permitam que eles tenham que viver em um país morto, alimentado pelo ódio, mas em um país que floresce vidas.

Acordem logo, antes que seja tarde! Quando estamos debatendo qual o nosso político de estimação, o povo clama pelo pão. Enquanto morrem, por dia, mil dos nossos irmãos, o diabólico messias caminha, pelas ruas de Brasília, desdenhando com seu cachorro quente! Enquanto pessoas fogem por medo, criminosos estão sendo acobertados, políticos assassinados e o nosso presidente faz chacota com os finados.

Enquanto o gado briga por seus carrascos, demônios passam a boiada, trazendo consigo fogo, sangue e fumaça pra nossos pulmões.

A ruptura das nossas artérias democráticas está chegando, ou tomamos todos os cuidados pra que não haja ou morreremos mais rápido do que nós pensávamos.

Não devemos aceitar ser golpeado pelo gabinete do ódio!

Sobre o Autor:

Pernambucano, ator, produtor cultural e escritor, Luiz Alladin escreve versos desde a infância, influenciado pela família, mas entrou de cabeça mesmo na literatura quando largou a faculdade de ciências contábeis e começou a frequentar os saraus. Hoje ele se dedica em escrever seus textos e a produzir eventos culturais na região onde vive, no interior de Pernambuco, preservando espaços de cultura de resistência.

Revisão: Pamela G. Augusto

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