Na Caverna


Muitos veem apenas sombras

Para o sistema desenvolver suas obras

Nefastas todas em prol do capital

A alienação vem pela construção social


Dos cegos do castelo aos do vilarejo

A mentira segue invisível e sem lampejo

Antes por opressão física eram feitos escravos

Hoje na prosa os senhores convencem os alienados


Do negaciosismo vem o genocídio

Um povo sem educação sofre extermínio

A libertária não à técnica e positivista

Sem produzir tijolos da muralha não vista


A mídia alarmista com a manipulação conduz

Se aproveita da ignorância ofuscando a luz

Usando a ferramenta sintética da meritocracia

Justificando o privilégio de poucos, gerando a idiocracia


Os falsos vivem a iludir os rebanhos com seus sermões

Gerando uma inatural indulgência criando acomodações

Se apropriando dos discursos libertários de Jesus

Uma macabra manipulação dominando seus fiéis sem jus


Na caverna sem exceção seguimos todos

Alguns enxergam mais do que vultos

Aos que conseguem tentem iluminar

Os que querem enxergar!


Sobre o Autor:

Hugo Britto, nascido em Recife no dia 15/03/1985, tem formação em Engenharia, mas é apaixonado por Literatura. Começou a escrever por razões da militância socialista, e a atividade se tornou um Hobbie. Hoje escrevo mais poesias, folhetins, Contos e ensaios (Filosofia, Sociologia).

85 visualizações9 comentários

Posts recentes

Ver tudo
 
  • Facebook
  • Instagram
  • YouTube
  • Tumblr

©2020, Literatura Errante®, por Instituto dos Artistas Errantes.