Aos meus camaradas


Cartaz com os dizeres "Sem Justiça não há paz"
Foto de Clay Banks (Unsplash) - traduzido

Aos meus camaradas...

Por favor, não tenham medo, não se acovardem com a obscuridade política, a soberania brasileira não pode ser refém de personagens maléficos.

Demonizar a balança? Não! Não devemos taxá-la de criminosa! Devemos respeitá-la, e não criminalizar por não ir por nossos interesses! A justiça não é de privilégio! Ela não tem um peso nem duas medidas! Deve ser imparcial, e severa com aqueles que ferem nossa constituição. O cargo que exerce não te faz direito de subjugar os poderes!

Os nossos heróis já fizeram sua parte, agora é nossa vez! Não podemos deixar as ameaças se tornarem reais, 64 nunca mais!

Não devemos paralisar pelo medo! Não podemos nos calar e nem fechar os olhos! Devemos gritar! Espernear! Fazer tudo para sermos ouvidos! Não vamos temer discursos de ódio! Nem usarmos das mesmas armas que eles!

Não devemos e nem usaremos de armas! Não usaremos de qualquer tipo de ofensa! E não vamos abaixar a cabeça para Seu Ninguém! Mesmo tão distantes, vamos unidos!

Seguiremos os passos de Martin Luther King, quando caminhava de Selma a Montgomery, que mesmo com toda a violência dos homens, não se rendeu. Lutaremos como Mahatma Gandhi, que mesmo com toda a violência sofrida consigo e com seu povo, nunca derramou uma gota de sangue dos britânicos. Devemos seguir os passos de Cristo, mas não daremos mais a outra face.

O fuzil não se faz regime democrático e sim regime ditatorial.

Sobre o Autor:

Pernambucano, ator, produtor cultural e escritor, Luiz Alladin escreve versos desde a infância, influenciado pela família, mas entrou de cabeça mesmo na literatura quando largou a faculdade de ciências contábeis e começou a frequentar os saraus. Hoje ele se dedica em escrever seus textos e a produzir eventos culturais na região onde vive, no interior de Pernambuco, preservando espaços de cultura de resistência.

Revisão: Danielle Fredini

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