Deus te ajude

Não tenho um vasto repertório literário, tampouco experiências de vida para escrever best sellers impactantes. Ostentarei de um breve empirismo e alguns livros de bolso, com intento de refletir sobre a escrita.

Para mim, esta atividade cai como uma luva devido à multidão de ideias me atormentando para ganharem a liberdade, exaustas do espaço de uma pessoa só e silenciadas pelo meu acanhamento inato. Clamam pela metamorfose em letras, palavras, orações e textos, com vírgulas e crases nos devidos lugares, como reza a boa gramática. Anseiam pelo repouso sobre as telas de computadores ou fragmentos de papel, para que possam, um dia, encontrar um novo lar nos pensamentos dos leitores atentos. Ali, conhecerão novos colegas, construirão amizades, provocarão intrigas, reproduzirão e gerarão descendentes. Assim irão perpetuar, como seus autores.

Por algum motivo da natureza humana (e/ou influência do mundo contemporâneo), a imagem de “transmitir um legado ao mundo” seduz alguns de nós e, ocasionalmente, os genes não bastam. Enquanto isso, as verdadeiras lembranças duradouras caminham despercebidas para quem pratica. Sem aplausos ou “likes”, eternizam no ato de cantarolar para uma criança, a escuta atenta de uma aflição ou aquele “empurrãozinho” promotor de mudanças necessárias na vida de alguém. Mudanças essas suficientemente poderosas para que as despretensiosas sementes dos legados verdadeiros germinem e rendam frutos por gerações.

Consequência de uma dessas apostas gentis pela minha capacidade de escrita imortalizadas em minha memória, resgato essa paixão adormecida. Munida de vontade infinita, embora com pouco acervo literário, ainda, e jovens percepções de minha existência, encaro essa árdua jornada a fim de ser compreendida por você, leitor, para que minhas ideias descubram uma nova morada.

Deus te ajude.

Sobre a Autora:

Marize T. Vitório é levergense nascida em Cuiabá, e mora em Dourados-MS. Iniciou a escrita há pouco tempo e é

entusiasta de crônicas. Tem na escrita incentivo próprio ao hábito

da leitura e o autoconhecimento.


Mantém seu projeto pessoal, Sem Repertório, pelo Instagram: @sem_repertorio, cultivando-o com todo

carinho.

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