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Neo-senzala


Temos a suspeita "cativante" de fiscais em lojas e supermercados, o "privilégio" de sermos mais abordados pela polícia, porque pecamos em não vestir roupas de grife ou ter a elegância da indiferença das classes altas...

É uma heresia frequentar aviões e universidades. Apenas filhos brancos de carteira recheada e um ego inflado podem usufruir das benesses.

Eles abraçam uma religião que fala de amor ao próximo, desde que tais "próximos" comunguem do mesmo ideal, partilhando o apreço de nos manter o mais invisível possível, tudo porque a pele brilha mais ao sol e nossa conta bancária tem o péssimo hábito de estar quase sempre vazia...

Apesar da alforria recente, ainda estamos no cativeiro do analfabetismo e do desemprego, tão distantes da suposta humanidade das autoridades pálidas que nos veem tão periféricos nessa nova senzala nossa de cada dia!

 

Sobre o Autor:

Luiz Rodriguez, com a vida inaugurada em Brasília, estudou  telecomunicações, espanhol e inglês. Começou a rabiscar textos com cerca de 12 anos, comédia a maior parte.

Descobriu na literatura um mundo à parte, com o qual poderia expressar o que transborda da alma. Sempre com uma lupa em escritores experientes.

 

Revisão: Luiza Fernandes


 
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