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Philosophus Tavernisticus - De Homo Sapiens a Homo Heroicus (Parte 4)

Atualizado: 21 de abr. de 2021



De Homo Sapiens a Homo Heroicus

Ou a influência da mitologia quadrinesca em nosso cotidiano - Parte 4


Eu assisti ao Snyder’s Cut!

Meu Deus!

Sem spoilers, fique tranquilo.

Como prefiro não usar estrangeirismos, etc:

Spoiler é quando algum site ou alguém revela fatos a respeito do conteúdo de determinado livro, filme, série ou jogo. O termo vem do inglês, mais precisamente está relacionado ao verbo “To Spoil”, que significa estragar. Numa tradução livre, spoiler faz referência ao famoso termo “estraga-prazeres”.

Traduções e explicações semânticas feitas, vamos ao que interessa!

Então...

Está tudo ali, Bíblia, Mitologia Grega, tudo certinho. Não se preocupe não vou adiantar nada. Assista e tente perceber essas referências.

Sobre essas questões religiosas, ontem eu li um livro: Superman, A biografia não Autorizada de Glen Weldon. E ele além de descrever a cena, faz o paralelo com o versículo bíblico.

E por que eu insisto tanto nisso?

Você com certeza já se perguntou isso ou me chamou de chato, insistente.

Mas veja a importância de tratar de valores éticos e criar um personagem que reúna esses valores.

No filme de 2006, Superman Returns, Singer (o diretor), criou cenas claras de flagelo, sacrifício, morte e ressurreição. É só assistir ao filme com um pouco mais de atenção.

Esses valores (éticos e morais) não levam a criar empatia com os personagens, ou até mesmo geram uma reflexão sobre como um personagem dotado dessas condutas éticas vai reagir nesse ou naquele dilema. Eles apenas fazem parte do todo e o fato de serem inerentes ao personagem, talvez não os tornem muito explícitos.

E tudo isso em um personagem de uma história em quadrinhos adaptada cinema.

Pergunto-me.

Será que os criadores tinham mera ciência dessas implicações?

Quando criamos um livro, personagem heroico, assassino, quaisquer que sejam os personagens, como autores nós prevemos isso? Damo-nos conta de que há toda essa implicação ética?

Ou tudo está tão intrínseco em nós que não notamos?

Talvez se criássemos de propósito seria uma criação insípida, uma paródia, pequeno arremedo do que queremos. Uma emulação ser cor, desnecessária.

Os Leitores percebem quando há essa manipulação intelectual. Não convence. Vira um panfleto. Uma tentativa de engodo.

A verdade ética do personagem é construída de forma natural. Sobre as ruínas de outras histórias e até mesmo na história do personagem notamos uma eterna reconstrução, mortes e origens. Mas sempre guiadas pelos seus principais motivos: Ajudar os outros e nunca desistir - no caso do Superman -.

Mesmo que poderes sejam criados para essa ou aquela história, o que não muda é o caráter do personagem. A tenacidade de suas motivações.

O que é invulnerável no Superman é seu caráter.

A ponto de não admitir matar.

Quando isso acontece... Nossa! Surgem discussões, debates. Uma busca incansável da justificativa. Abala toda estrutura filosófica do personagem. E a marca fica. Ele se abate.

Impressiona-me muito tudo isso.

Mais de oitenta anos de existência e, espero que, o Superman viva, pelo menos, mais oitocentos.

Até mais.

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