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Philosophus Tavernisticus - A Ficção é roxa?

Atualizado: 21 de abr. de 2021



Com a notícia de que Matrix 4 poderia ser filmado, já surgiram em minha memória as impressões que o primeiro filme me causou à época longínqua de seu lançamento. Um bom ano para o cinema e para a música: 1999. Bom ano também para líderes proféticos apocalípticos nascidos nessa emblemática data criarem sermões envolventes chamando nossa atenção para o fim vindouro. Mas não acabou... O mundo, eu quero dizer.

Então...

Uma coisa que comentavam - naquele momento histórico - era a simulação criada por computadores. Isso gerava muitas ideias na cultura pop. No filme, A Matrix ser uma grande máquina de realidade virtual. Esse conceito nos anos 90 provocou muitos outros filmes e discussões sobre o que é real e o que não era real, ficção versus realidade e até mesmo se a realidade é uma ilusão. E adorava conversar sobre isso. Há livros, artigos, etc. Mas aqui não é academia. Seguiremos tal como a temperatura de nossas cervejas: Gelados quanto às normas da ABNT. Seguiremos com o empirismo que é característico às mesas de botecos. Botecos Virtuais nesse nosso caso.

Nosso tema é objeto de estudo da Filosofia, da Teoria da Arte e da Teoria da comunicação. Como delimitar a fronteira entre ficção e a realidade? Essa é a premissa de Morpheus ao questionar Neo. Ironicamente Morpheus é o Deus dos Sonhos. Ele quer acordar Neo, trazê-lo para a verdade de que o mundo está destruído após um apocalipse das máquinas e a humanidade vive em casulos onde lhe é sugada a energia criada a partir dos sonhos criados pela Matrix.

Isso é muito louco se pensarmos que percebemos a realidade - que está extrínseca ao nosso cérebro - é “sugerida” a partir de um sistema sensorial dividido em cinco receptores: Nariz, Língua, Pele, Olhos e Ouvidos. Ou se preferir: Olfato, Paladar, Tato, Visão e Audição. Nomes diferentes para aparelhos que detectam e analisam Fragrâncias, Sabores, Texturas/Temperaturas, Imagens, Sons imediatamente traduzidos em impulsos elétricos e processados em nossa mente. Isso abre espaço para inúmeros questionamentos. Estéticos relacionados à apreciação artística, se todos veem o vermelho da mesma maneira, dá para discutir o relativismo da percepção em níveis subjetivos, etc.

Podemos desdobrar em muitas direções esse tema, entretanto quero direcionar nossa conversa para a pergunta da semana passada. O que é a realidade? A realidade é uma ilusão?

Vamos pensar nessas palavras Realidade e Ilusão.

Espera... Melhor retomar a pergunta de Morpheus:

Morpheus lhe indaga:

“O que é real? Como você define o real? Se você está falando sobre o que você pode sentir, o que você pode cheirar; o que você pode saborear e ver, o real são simplesmente sinais elétricos interpretados pelo seu cérebro.”.

Real > o real é tido como aquilo que existe, fora da mente; ou dentro dela também: Sabores, sons, cores, etc;

Real > Relativo à realeza;

Real > Verdade, Fato. Aquilo que podemos constatar.

Ilusão > erro de percepção ou de entendimento; engano dos sentidos ou da mente; interpretação errônea:

· Confusão de aparência com realidade.

· Confusão de falso com verdadeiro;

Ilusão > efeito artístico produzido pelo ilusionismo;

Ilusão > manobra astuciosa para enganar, iludir; logro, mentira.

Realidade + Ilusão = Ficção?

A ficção é Roxa?

Ichi... Olha a loucura.

Quanto à pergunta da semana passada. Sim. A realidade “pode ser uma ilusão”. Podemos nesse momento viver em 2598 e estarmos conectados há uma imensa máquina de realidade.

Justamente nesse momento estão rodando a simulação de pandemia. Somos apenas simulações para que seres superiores analisem os dados ou gerem energia para suas máquinas tal a ideia do filme. Como a realidade extrínseca ao cérebro é traduzida pelos sistemas sensoriais e traduzida em impulsos elétricos. Sim. A realidade “pode ser” uma ilusão. Talvez seja. Até prefiro que seja. Talvez os deuses - para os quais nós direcionamos nossas orações, lamentando, pedindo, louvando, etc -; sejam quem manipula a máquina. Sinceramente, eu espero. Lembrando que isso é a opinião de filósofos e cientistas. Há uma matéria ótima na revista Superinteressante de Maio de 2003, recomendo a leitura.

Então é isso. Essa é a opinião dos caros estudiosos lá na revista...

Para mim, a realidade é sim uma ilusão. Até mesmo porque não sabemos se nosso ambiente seja, até que ponto, fielmente traduzido pelo cérebro. Vai que seja uma adaptação. Tipo livro virando filme. Peça de teatro deixando de ser texto dramático e virando filme ou livro de fotos ou sei lá... Vai que...

Acho que vou deixar para semana que vem essa questão da ficção ser ROXA!

Vai ser legal.

Claro que vou voltar a esse tema de realidade e ilusão. Não vou encerrar aqui não.

Até semana que vem.

Ficção... Ichi! Vai dar pano pra manga.

Até mais.

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