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Philosophus Tavernisticus - Breaking Bad me fez dar um break na Matrix

Atualizado: 21 de abr. de 2021



Breaking Bad me fez dar um break na Matrix


Eu até queria continuar o assunto sobre a ficção ser roxa, mas depois de oito anos de atraso resolvi assistir Breaking Bad.

Quando acabou a quinta temporada rolou uma comoção, todos comentando: Melhor série, Melhor série... Acho que Walking Dead e Game of Thrones ainda não tinham profundidade psicológica o suficiente para a narrativa e os personagens criarem comoções parecidas. Mas deixe isso para lá. Aqui não vai rolar análise comparativa nem nada. Vamos ao que interessa.

Graças à série Breaking Bad, parei todas as minhas leituras, rs.

No meu tempo de ócio criativo fiquei vendo a série.

Devia, na verdade, estudar os livros que me propus e compor os textos que planejei... Mas isso não ocorreu.

Sobre a série devo confessar que me surpreendi muito. Imaginei que seria uma história de polícia e bandido recheada de ação, tiro, porrada e bomba. Bom... Tem isso também, mas o que me surpreendeu (como sempre nas séries que gosto) foram alguns detalhes relacionados às atitudes dos personagens; à jornada de cada um; às suas motivações, angústias.

Claro que dei um Google. E de cara encontrei uma pessoa dizendo que não era tudo isso e que, a série, tinha muitos problemas. A pessoa listou três “furos de roteiro”. Um deles era irrelevante e dois completamente justificáveis. Como sempre falo. Certas coisas são apenas opiniões e não argumentos; devido a isso devemos sempre ampliar nossa visão, para não fazermos julgamentos equivocados.

Acredito que algumas pessoas, no afã de achar furos, problemas, erros no roteiro, se envolvem em uma armadura de arrogância que lhes tira o pouco de credibilidade que a “crítica” pudesse ter.

Um crítico literário disse que o trabalho do crítico deve ser embutido de uma contextualização muito maior que imaginamos. Ele deve entender o mundo dos personagens, do autor, contextos históricos, geográficos, sociais, filosóficos.

Como já disseram sobre Literatura: Já viu o tamanho da matéria? Talvez até falte a alguns “críticos” experiência de vida, sair de casa, conversar com pessoas, entender mais o ser humano que técnicas de escrita, literatura, cinema, etc.

Isso tudo para quê? Vou explicar:

Li na internet que um furo de roteiro era a premissa da série: Um químico brilhante que vira professor de uma escola secundária porque teve um rompimento traumático no passado que o afastou da sua namorada e da sua empresa.

Já vi gente muito mais brilhante destruir a vida por muito menos. Não vou listar aqui os casos reais, nem seus nomes para evitar processos. Mas a frustração – seja ela qual for, amorosa, profissional, etc – ser o cerne da destruição de muita gente é mais comum do que parece. E ser genial não significa que a pessoa tenha uma inteligência emocional média.

Meu caro amigo leitor...

São sete bilhões de pessoas no mundo. Pautar qualquer coisa é um trabalho hercúleo. Então se você acha que isso é um furo de roteiro. Ou você não sabe nada da vida ou viveu pouco e dentro de uma bolha.

Entenderam?

Deu para avaliar como é difícil julgar uma ficção? Imagine o imenso número de fatores que devemos levar em consideração.

Para acabar esse texto e preparar par semana que vem:

– Em Breaking Bad a ficção é ROXA? Apesar de o cristal ser azul?


P.S.: Engraçado que para questionar a qualidade do roteiro de Breaking Bad a pessoa se ateve às questões da vida real. Ou do que ela considera que seja um fator preponderante na vida real. Hum... Estou achando que a ficção é mais roxa que eu imaginava... Mas deixe isso para a próxima segunda.

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